O diagnóstico de fluência leitora que levou prova de aprendizagem a redes públicas em escala nacional


A Saber Educação é a divisão de educação básica do Grupo Cogna Educação, empresa de capital aberto na B3 (ticker COGN3). Atua há décadas no mercado educacional brasileiro como uma das principais fornecedoras de conteúdo didático e sistemas de ensino, operando marcas reconhecidas nacionalmente como Saraiva, Ática e Scipione. Seus materiais chegam a centenas de redes públicas e privadas em todo o Brasil, consolidando sua posição de liderança no segmento de educação básica. É reconhecida pela qualidade acadêmica de seus conteúdos e pela inovação contínua em soluções educacionais. Ao longo de sua história, transformou a forma como milhões de crianças brasileiras aprendem.
O Desafio
Avaliar a fluência leitora de forma individual e cuidadosa sempre foi uma atividade manual exigente, que demanda tempo e expertise de um avaliador atento. Numa única rede pública, já é um desafio logístico. Multiplicado pelas dezenas de redes que usam os materiais da Saber em todo o Brasil, com infraestruturas e capacidades diferentes entre si, o problema deixa de ser uma questão de recursos e se torna uma questão de método. Nenhuma operação manual consegue sustentar esse volume.
A tensão para a Saber estava em oferecer profundidade e alcance ao mesmo tempo. Quanto mais cuidadosa e individual é a avaliação de leitura, mais ela exige de quem aplica. E quanto mais a solução precisa atender em escala, de uma rede municipal a redes de estados inteiros, menos espaço sobra para esse cuidado individual, a não ser que a tecnologia assuma parte do trabalho.

Solução
A Saber manteve a autoridade pedagógica completa sobre a visão do produto, decidindo o currículo, os critérios de fluência a serem avaliados e como cada relatório deveria orientar o planejamento do professor em sala de aula, sempre alinhado à BNCC, ao PNA e ao PNE. A Radhark assumiu a responsabilidade pela arquitetura técnica do Sab.IA de ponta a ponta, da captura da leitura em voz alta até a geração dos relatórios finais que chegam ao professor, à escola e à rede.
A decisão que resolveu a tensão foi automatizar tanto a aplicação quanto a análise da leitura em voz alta usando inteligência artificial generativa. O aluno realiza três leituras cronometradas de um minuto cada, com dificuldade crescente: palavras simples, palavras pouco usuais e um texto narrativo, sempre com gravação de áudio. O modelo de IA analisa a leitura, calcula acertos e erros por item e a precisão geral, organizando os resultados em relatórios segmentados por aluno, turma, escola e rede. A plataforma é multidispositivo. Funciona em computador, tablet e smartphone, permitindo que cada rede aplique a avaliação com a infraestrutura que já possui. A arquitetura roda inteiramente sobre Google Cloud, utilizando a mesma base de inteligência artificial generativa que sustenta as demais soluções de fluência leitora da Radhark.
Resultado
A Saber ganhou um método para verificar, rede por rede, se os materiais que distribui em escala nacional estão de fato alfabetizando as crianças que os usam. O diagnóstico deixou de depender de uma aplicação manual demorada para se tornar um processo automatizado que roda em qualquer dispositivo que a rede já possui, entregando relatórios consolidados por aluno, turma, escola e rede dentro do mesmo ano letivo em que a leitura foi avaliada.
Para a conversa comercial da Saber, essa transformação é fundamental. Antes, ela oferecia material educacional com histórico editorial e reputação de marca. Agora oferece material com prova em tempo real de que as crianças estão aprendendo com ele. Para redes públicas que precisam comprovar resultado de aprendizagem aos seus gestores, é a diferença entre uma promessa e uma comprovação. Essa diferença decide contratos e renovações.
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